Quais os sintomas silenciosos de uma infeção dentária?
Nem todas as infeções dentárias causam dor forte ou inchaço evidente. Aliás, algumas das mais perigosas são as que evoluem sem grandes sintomas visíveis, até já ser demasiado tarde para salvar o dente.
Neste artigo, explicamos como pode reconhecer os sinais discretos de uma infeção dentária, porque surgem de forma “silenciosa” e o que deve fazer se suspeitar que algo não está bem.
Porque nem todas as infeções doem?
Quando a polpa do dente, a parte interna onde estão os nervos e vasos sanguíneos, é afetada por cárie profunda, trauma ou fratura, pode ocorrer uma infeção. Inicialmente, o corpo reage com inflamação e dor, mas se essa inflamação for prolongada e não tratada, a polpa dentária pode necrosar.
Quando isso acontece, o dente deixa de reagir à dor, mas a infeção continua ativa e pode alastrar aos tecidos em redor, criando uma infeção crónica, ou um abcesso crónico com a presença de uma fístula.
Sinais silenciosos a que deve estar atento:
Mesmo sem dor intensa, há alterações subtis que podem indicar que existe uma infeção:
Descoloração do dente, com escurecimento progressivo ou tom acinzentado;
Gengiva ligeiramente mais inchada ou vermelha junto à raiz do dente;
Fístula, uma pequena “borbulha” na gengiva, que pode libertar pus de forma esporádica;
Sensação de pressão ou leve desconforto ao morder;
Alterações na mordida sem explicação aparente;
Mau hálito persistente, mesmo com boa higiene oral;
Sensação de “dente morto”, especialmente em dentes que foram traumatizados.
Em muitos destes casos, o paciente não procura ajuda porque a dor está ausente, ou apenas sente algo “estranho”. No entanto, a infeção pode estar a evoluir, e quanto mais tempo passar, maior pode ser a destruição óssea e menor a possibilidade de preservar o dente.
Exames que ajudam a detetar infeções ocultas
No Instituto Português de Endodontia, utilizamos, conforme a indicação clínica:
tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT), para avaliar em três dimensões a presença e extensão de determinadas lesões ósseas;
Testes de sensibilidade pulpar, para avaliar a resposta da polpa;
Microscopia operatória, quando a magnificação pode ajudar a detetar fissuras, detalhes anatómicos ou outras alterações relevantes.
A imagem deve ser sempre integrada com a história clínica e os testes do dente. O objetivo não é fazer mais exames, mas obter a informação necessária para chegar ao diagnóstico correto.
E se for uma infeção? O que acontece a seguir?
Se for confirmada uma infeção com origem no sistema de canais, pode estar indicado tratamento endodôntico.
Este procedimento é ainda muitas vezes chamado popularmente de “desvitalização”, mas essa expressão não é o termo correto. A designação clinicamente adequada é tratamento endodôntico.
O tratamento permite limpar e desinfetar o sistema de canais e selar o interior do dente, procurando controlar a infeção e preservar o dente natural.
Em casos mais avançados, pode ser necessário um retratamento endodôntico, se o dente já tiver sido tratado antes, ou uma microcirurgia endodôntica.
O importante é agir a tempo, mesmo quando parece “não ser nada”.
Conclusão
Se notar uma mudança discreta num dente, mesmo sem dor, não ignore. As infeções dentárias silenciosas são reais e podem provocar alterações progressivas se não forem diagnosticadas e tratadas.
No Instituto Português de Endodontia temos os meios, a experiência e a tecnologia para avaliar estas situações com rigor e definir a abordagem mais adequada.
Nota algo estranho num dente, mesmo sem dor? Fale connosco.
A melhor decisão é avaliar antes que o problema evolua.
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A nossa equipa está disponível para esclarecer as suas questões e ajudá-lo a agendar a sua consulta no Instituto Português de Endodontia.